segunda-feira

Serpentes

Caíram e fizeram barulho. Um tanto melódico, outro tanto coerente - por demais? - , mas ruidoso. Alarmante e decisivo.


Cortem-lhe as algemas!

sábado

Palavrões e Perspicácia

E quando reaparece o Artifício é em palavrões e perspicácia que ela pensa... Tamanha foi a perspicácia, que leva aos palavrões.
Teria sido a mudança de "perfume"? Teria sido uma mudança inconsciente do corpo refletindo o interior? Ora pois, que mudara, mudara. Mudara, e o mundo percebera... e Artifício percebera, e se aproximara, discreta e definitivamente, como a serpente de Eva: Tentação.

Friday I'm not in love...

domingo

No puedo...

E então ela se pergunta, seria Sonho seu melhor companheiro?
Só poderia, se era ele que providenciava tudo de mais extravagante e realizador naquela vida regrada incomum...
Pois enquanto Sonho não vinha tudo o que sobrava eram pulsos. E os pulsos brigavam, para conquistá-la ou mantê-la, com intensidade, até que toda a sua mente pudesse ser conquistada e repleta de lembranças, esperanças passageiras e o que mais pudesse haver de perturbador.

Um brinde, pela liberdade de escolha?

"No puedo, no puedo..."

sexta-feira

Mais espaço e menos ar

Se eu quero dormir? Não, acho que quero acordar... mas está tarde pra acordar, tarde pra levantar e... tarde, bem tarde, dezenas de meses tarde, o grande sonho está (per)fei(t)o do modo que se desejava, e agora, então, acordar, só para checar se algo mais amanhece?
Não, agora eu estou cansada e sozinha, como devo estar, cansada e sozinha, cheia de espaço por fora e Ocupados por dentro.
Somente continuar, eu mesma.
Acho que agora, agora quero dormir...

segunda-feira

Flor Renascida

Vem agora um sentimento, uma vontade de fazer o meu melhor, fazer o melhor dos textos, para a Flor Renascida, no momento nutrida por essas lágrimas de emoção.
A flor mais forte, mais resistente, mais persistente e ao mesmo tempo conformada, enquanto nunca, absolutamente nunca, uma desistente.
A flor que tantos e tantas vezes já tentaram despetalar mas somente fortaleceram.
Uma vez uma senhora muito amável me falou dela com a maior das admirações, ainda maior do que a minha própria naquela idade. "Sua mãe é uma batalhadora", é o que ela me dizia. Ela estava e sempre estará certa, porque essa é a grande verdade: minha mãe é uma batalhadora.
Uma batalhadora, mas não uma ambiciosa. Cheia de humildade e boas intenções, embora às vezes surja o medo do olhar condenador do resto do jardim.
E seja qual for o momento, o contexto, ela segue suas obrigações e seus sonhos, pensando no futuro, indo atrás de seus desejos e da completude - se é que essa existe - , descobrindo mais de si todo dia.
Para a Flor Renascida, a liberdade, a felicidade e o amor sempre.
E aqui fica o meu, junto à minha imensa gratidão por tudo que talvez ninguém compreenda.

sexta-feira

Indesejados Espelhos

Chega um momento.
Chega um momento na sua vida em que você percebe que há pessoas exatamente como você. Pessoas com os mesmos anseios e as mesmas capacidades. E embora você acredite que passou anos da sua vida esperando e procurando por elas, na verdade você não as deseja.
Não quando você percebe que lhe faz mal ser menos "d'elas", menos disso que você e elas são. Você é menos.
E sua capacidade, suas conquistas, sua pueril auto-estima, já não são suficientes. Porque o mundo desdiversificou, seus espelhos surgiram e você não os quer, assim, tão grandes e óbvios.
Há um lugar para você no... mundo? Em que mundo? Será que você ainda deseja esse lugarzinho reservado pra você nesse tal de mundo? Pois então é ideal para você, premeditado?
Um lugar, sempre há. Basta saber se ele é realmente seu.

quarta-feira

A Magia do Dobro

Juro-te: ontem senti teu cheiro. Lembra-te, de que eu sempre digo, que nunca esteve em ti de novo o perfume do primeiro encontro, mas de vez em quando ele aparece e me assombra? Pois ocorreu. Desesperou-me, agitou-me.
Sabe, parece que nunca teus olhos estiveram tão brilhantes como desta última vez. Brilhavam, brilhavam demais, e apaixonavam-me. Quem sou eu, tão perto assim desta criatura tão linda?
Tu és um trevo de quatro folhas.
O menininho no carrinho de pedalar, pedalando por diferentes mundos e seres.
Não tens idade... não para mim. Não tens classificação, não entra em nenhuma, não padroniza, ah não.
Manias, vícios, algemas e sonhos.
Vem brincar comigo. Vem tomar um danone da infância e colocar barulhos em nomes.
Vem, encara-me e lê esses olhos. Diz o que lê.
Machuca meus dedos com seus aneis de sultão, acaricia-me o rosto com sua barba atemporal.
Vem e tem gosto de morango doce. Encanta-me...

Encanta-me com teu cheiro.
Quebra-me com teus olhos, quando procuram os meus, parados no extremo da passarela, vendo ir embora. Meu bem, tem-se que ir embora para um dia voltar. Sem despedida não há volta.
E quantas voltas, e que voltas... ser recebida, derrubada e beijada. Poderia ser melhor, poderia?

Amo-te, amo-te com intensidade. Sou uma apaixonada.
Humanos perguntam: mas, é possível?
E não seria? Entre eu e você, poderia não dar certo?
Meu melhor amigo, doloroso quando inimigo.
O braço que enlaça minhas costas, os olhos que me sugam, as pernas que me derrubam, o sorriso que me cativa, o toque que arrepia. A imagem que me faz tremer.
Meu anjo, meu protetor, meu amor, meu Peter Pan.

Eu e você.
Duas almas, dois sorrisos, dois corações, dois anos.
Quem diria? Eu diria.
Você é meu sonhos realizado, o parceiro desejado, ideal pra mim você é.

Amo você, meu doce Thiago.